Posts tagged ciência

Math is not linear

Amazing presentation about teaching math at school. It is not just a presentation, is the presentation showing new concepts on how to present information to your audience. Fantastic job in many levels!

Feynman e a educação no Brasil

No Brasil, entre ser baterista de uma escola de samba, desenvolver a teoria de níveis de energia dos núcleos leves, e outras coisas, Feynman dedicou parte do seu tempo ministrando um curso de eletricidade e magnetismo avançado para os estudantes de mestrado e doutorado da UFRJ. Foi lá que ele descobriu um fenômeno muito estranho.

Se ele perguntasse: “Vocês já ouviram falar sobre o ângulo de Brewster”? Os alunos responderiam imediatamente dizendo:
- Sim, senhor! O ângulo de Brewster é o ângulo para o qual a luz refletida por um meio que tem um índice de refração é completamente polarizada.
Porém ele mostrou uma tira de polaróide que só deixa passar a luz cujo vetor de campo elétrico esteja em determinada posição, e perguntou como poderia dizer a direção absoluta da polarização a partir do polaróide. Silêncio. Ninguém respondeu nada. Ele pediu para os alunos olharem pela janela a água refletindo na baia lá fora. Nada. Simplesmente acharam que o professor estava ficando louco.

Depois de alguma investigação, Feynman concluiu que os estudantes tinham decorado tudo, mas não sabiam o que queria dizer. Quando ouviram “luz que é refletida por um meio com índice de refração”, não sabiam que isso significava um material como água. Eles não sabiam que “a direção da luz”é a direção na qual você vê alguma coisa quando está olhando, e assim por diante. Tudo estava totalmente decorado e por isso que eles eram capazes de definir o ângulo de Brewster com precisão sem que tivessem a menor ideia do que isso viesse a ser.

Não sei você mas eu me senti no lugar daqueles alunos. Tudo que aprendi durante a escola e boa parte da universidade não fazia o menor sentido para mim. Eu sabia de cabeça inúmeras fórmulas de física, matemática e química. Sabia como conjugar um verbo nos mais esquisitos tempos. Sabia a divisão das espécies e o nome da maioria dos componentes de uma célula. Sabia conjugar o verbo to be em inglês e sabia que os índios já estavam aqui antes de nós. Sabia que livros não eram divertidos e a linguagem deles não era acessível para mim. Sabia tanto e não sabia nada. Muita informação e pouco conhecimento. Lembranças de um sistema de educação deficiente.

Referência:

Feynman e a educação no Brasil (Parte I).

Imagem: http://www.emsb.qc.ca/laurenhill/science/Feynman.gif.jpg

Feynman e a educação no Brasil

O Feynman foi uma figura icônica da nossa história e ciência recente. Ele era um físico teórico por excelência, com uma inigualável profunda compreensão teórica da natureza e de seus mais complexos fenômenos. Ganhador do Prêmio Nobel e dono de uma inteligência rara, foi protagonista de vários e significantes avanços científicos de sua era.

Deixe-me dizer que apesar de parecer um cientista maluco dentro de um jaleco, o Feynman se passaria facilmente por uma pessoa comum. Não fosse a sua sinceridade e singular forma de enxergar as coisas. Lendo a sua biografia encontramos um cara que soube apaixonadamente fazer o máximo com o tempo que lhe foi dado – parafraseando Gandalf.

Pois bem, você deve estar se perguntando o que esse gênio tem a ver com a educação no Brasil. É exatamente sobre a sua visita ao nosso país que eu quero comentar, especificamente sobre o que ele descreve como “experiência muito interessante” em relação à nossa educação.

Acompanhe os posts que virão!

Missão Kepler

Venho acompanhando o quanto posso os progressos da missão Kepler, encabeçada pela Nasa nos EUA. Hoje tomei conhecimento que no primeiro dia 04 deste ano, os cientistas revelaram o descobrimento dos primeiros exoplanetas (planetas fora do nosso sistema solar). É uma notícia muito promissora pois demonstra que os instrumentos utilizados pelo projeto estão desempenhando como esperado.
Os planetas estão longe de serem _earth-like_ (planetas do mesmo tamanho e características da Terra), possuindo órbitas de 3.3 a 4.9 dias e temperaturas de 2.200 a 3.000 graus Fahrenheit. No entanto a busca continua e toda e qualquer informação obtida pelo projeto será de grande valia para a ciência.
Quer saber mais sobre o projeto? Este vídeo resume bem:
Visite o site do projeto em: http://kepler.nasa.gov/.

Venho acompanhando o quanto posso os progressos da missão Kepler, encabeçada pela Nasa nos EUA. Hoje tomei conhecimento que no primeiro dia 04 deste ano, os cientistas revelaram o descobrimento dos primeiros exoplanetas (planetas fora do nosso sistema solar). É uma notícia muito promissora pois demonstra que os instrumentos utilizados pelo projeto estão desempenhando como esperado.

Os planetas estão longe de serem Earth-like (planetas do mesmo tamanho e características da Terra), possuindo órbitas de 3.3 a 4.9 dias e temperaturas de 2.200 a 3.000 graus Fahrenheit. No entanto a busca continua e toda e qualquer informação obtida pelo projeto será de grande valia para a ciência.

Quer saber mais sobre o projeto? Este vídeo resume bem:

Visite o site do projeto em: http://kepler.nasa.gov/.